A palavra “crítica” vem do grego kritikē e significa a arte de julgar ou apreciar algo. No começo, seu sentido era positivo. Com o tempo, porém, a chamada crítica “construtiva” passou a ser usada de qualquer forma, e muita gente começou a achar que pode falar o que quiser, muitas vezes diminuindo o trabalho dos outros com a desculpa de ajudar.
Mas nem tudo é tão simples assim, principalmente quando quem critica não tem experiência nem resultados que sustentem o que está dizendo. Muitas dessas críticas vêm de pessoas que não construíram nada. E, sinceramente, não é agradável lidar com quem opina sobre tudo, mas não acrescenta de fato. São apenas pontos de vista sem prática.
Isso não quer dizer que toda crítica seja ruim. Existem conselhos que são valiosos. Como diz Provérbios 11:14, com muitos conselheiros há segurança. O ponto não é rejeitar opiniões, mas saber discernir entre um conselho verdadeiro e uma crítica vazia.
Também vale olhar para nós mesmos. Será que não estamos nos tornando esse tipo de pessoa? A Bíblia mostra exemplos como Sambalate, Tobias e Gesém, na história de Neemias. A arqueologia até confirma a existência deles. Papiros encontrados em Elefantina, no Egito, falam de Sambalate como governador de Samaria. Há também uma inscrição na Jordânia com o nome de Tobias, ligado ao personagem bíblico. E no museu do Brooklyn existe uma tigela com a inscrição “Geshem, rei de Qedar”, possivelmente o mesmo Gesém citado em Neemias.
Esses homens tentaram atrapalhar a obra de Deus. Diante de situações assim, a atitude de Neemias ensina muito. Ele não desceu do muro para discutir com quem não estava trabalhando.
Para não cair no mesmo erro desses críticos, é bom filtrar o que falamos. Existe uma ideia conhecida como as três peneiras de Sócrates, que mesmo não sendo de autoria confirmada, traz um princípio útil. Antes de falar, vale perguntar se o que vamos dizer é verdadeiro, se é bom e se é útil.
Se passar por esses três filtros, então vale a pena falar. Caso contrário, o silêncio pode ser mais sábio.


